Eu já tinha desenhado algumas Fridas em blocos de desenho e em aquarelas no papel canson especial para a técnica, porém na lona, foi a primeira vez e o resultado me surpreendeu apesar das falhas. O interessante é que na arte, erros podem se tornar o diferencial e fazer daquela peça, uma obra única. Isso me traz à mente a frase “nada é defeito, tudo é efeito”, que anotei de alguma mentoria sobre expressão artística.

Escolhi essa “arte bag” para minha primeira narrativa aqui no blog, não com a pretensão de ensinar como fazer uma bolsa ou uma pintura, mas com o simples intuito de compartilhar um trabalho que fez muito sentido para o meu dia-a-dia como criadora apaixonada e admiradora da revolucionária pintora mexicana.
Nem preciso dizer que tintas, linhas, tesouras, papéis, agulhas, réguas, máquina de costura, canetas, água, retalhos, folhas e demais substâncias de onde posso extrair pigmentos, além de um bocado de parafernálias de um ateliê de arte, fazem parte dos meus dias. É o lugar onde me perco e me encontro. Onde posso criar, materializar. Onde nasceu a tote da Frida.
Uma estampa de Gaia
A Frida da Gaia foi criada em um dia de inverno. O ano era 2024 e eu estava lendo pela segunda vez os livros “Frida Kahlo – Uma biografia”, de María Hesse e “Frida Kahlo e as Cores da Vida”, de Caroline Bernard. É, eu faço dessas, de ler mais de um livro ao mesmo tempo. Então, numa fase de intensa pesquisa e experimentos sobre blockprinting, eu inventei de desenhar a mão livre, a Frida.



Estiquei a lona no bastidor de madeira nas medidas de 55cm x 1,55 cm. Usei taxinhas e martelo para fixar o tecido na madeira. Após, comecei a rascunhar com um lápis 4B, bem de leve, o rosto de Frida Kahlo.Em seguida colori com tinta aquarela própria para tecido, nas cores escolhidas, treinando minha paciência e a capacidade de esperar a secagem de cada cor, por infinitos minutos, pois não queria que elas se misturassem. Quando toda a pintura secou totalmente, peguei o molde da tote bag, previamente pronto e cortei, começando a costura de forro e alças.
Detalhe importante: não lave a lona ou algodão cru para pintar, pois os tecidos para costurar esse tipo de bolsa precisam permanecer engomados.
Depois vieram outras bolsas com motivos de Frida, como a vermelha (na foto) que me apaixonei igualemente, ao criá-la.
Uma caixinha de afeto
Foi muito gratificante desenhar a pintora mexicana para estampar uma bolsa tipo tote bag para a minha marca de produtos que mescla arte, costura e artesanato e saber que ela anda por aí carregando os livros de uma universitária do sul do Brasil, tão brava e destemida como a própria artista foi. A seguir a foto do kit fofo que preparei para a entrega, junto com outras coisitas da casita de Gaia.

Eis a bag Frida Kahlo
Claro que houve a imprevisibilidade da aquarela. Erros e acertos. Os olhos e as sombrancelhas ficaram mais escuros do que eu imaginava, devido a um sangramento da tinta preta para uma área que eu não queria. O forro foi feito com algodão cru de gramatura bem fina, sem nenhum tingimento. Apesar de tudo, o resultado foi surpreendende para mim.




Tote bag é uma bolsa espaçosa
A bolsa tote bag é uma bolsa de tamanho médio a grande, com bastante espaço, suficientes para carregar livros e até um notebook.
O design da tote bag lembra uma sacola simples, porém é mais quadrada ou mais larga e suas alças são reforçadas, paralelas e curtas, para carregar nos ombros ou na mão.
O material para sua construção pode ser variado, de lona, algodão cru e até mesmo de tricoline, além de tecidos sintéticos variados, plástico PVC e couro.
É uma bolsa coringa com diferentes ocasiões de uso e combina com vários looks, com charme e sem perder sua função de existir, ou seja, carregar e carregar coisas. Coisa de mulher, não é mesmo?
Registro de ateliê. Anotações sobre matéria, tempo e processo a partir do fazer têxtil que tanto amo.
Giovana

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